quarta-feira, 10 de abril de 2019

QUEM ACONTECE

Dalton Vigh estrela filme 'Kardec' e diz: "Estamos no mundo para aprender"

Ator conta que passou a ler mais sobre o espiritismo para interpretar o pai da médium Ermance Dufaux


 
 
Dalton Vigh (Foto: Michael William )



Dalton Vigh volta aos cinemas com o filme Kardec, com roteiro assinado por L.G. Bayão, de Heleno, e produção da Conspiração. Com estreia marcada para 16 de maio, o longa-metragem foi rodado no ano passado e o ator, de 53 anos, dá vida ao Sr. Dufaux, um membro da nobreza e amigo do imperador.
"É uma história interessante. Interpreto o pai da médium Ermance Dufaux, autora de livros psicografados como A História de Joana D’Arc. Ela irá apresentá-lo Allan Kardec e os dois se tornam amigos", conta. No filme será mostrado Dufaux (Dalton Vigh) como a pessoa que ajuda Kardec (Leonardo Medeiros) em momentos delicados da vida. O elenco conta ainda com nomes como Sandra Corveloni e Louise D'Tuani.

Vigh, que já havia participado de tramas espíritas, como a novela O Profeta (2006), afirma que a temática o agrada. "Não sou um profundo conhecedor da doutrina espírita, mas, talvez, seja a doutrina que melhor que explica nossa existência no mundo. Acredito em reencarnação. Ela é uma possibilidade", afirma o ator, que se aproximou do universo com o trabalho no filme. "Para rodar Kardec, comecei a ler sobre espiritismo. Não sigo uma religião específica, mas eu me considero uma pessoa de fé. Acredito que estamos no mundo para aprender, para optar pela honestidade, para fazer boas escolhas."
Pai de gêmeos, David e Arthur, de 2 anos, Dalton avalia que a paternidade o ajuda na profissão. "Existe um outro olhar, acho que fiquei mais paciente e escolho bem os trabalhos que farei", afirma o ator, atualmente no ar com a novela As Aventuras de Poliana, no SBT.

Sandra Converloni, Leonardo Medeiros e Dalton Vigh nas filmagens de Kardec (Foto: Divulgação)

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Dalton Vigh: “O mundo acaba desviando as pessoas do caminho de luz”

O ator poderá ser visto nas telonas (em dose tripla) ao longo de 2019. Ele atuou em três longas que serão lançados. O primeiro trata-se de um projeto do Afroreggae, “A divisão”, que também foi transformado em uma minissérie de dez episódios para a televisão, no canal “Multishow”. Atuou ainda em 'Kardec' e 'Sem pai nem mãe'.




 















Na pele de um vilão em “As aventuras de Poliana”, do SBT, Dalton Vigh coleciona papéis marcantes, mas essa é sua primeira vez lidando diretamente com o público juvenil. “Na verdade, de uma certa forma ou de outra, isso já acabava acontecendo. Muita criança assiste novela do horário nobre, mas, de fato, é a primeira vez que faço uma direcionada a esse público. O carinho das crianças é demais. Por mais que meu personagem seja sotuno. No começo, as crianças ficavam meio na dúvida sobre me abordar, mas, agora que a história está se desenvolvendo, elas estão mais à vontade. Tem sido colocar o pé na rua e tirar foto. Não só com crianças, mas com adultos que acompanham a trama, alguns por terem filhos, outros porque gostam mesmo. Acredito que nós também falamos para o público cansado do noticiário das tragédias”, afirmou ele, que interpreta o Sr. Pendleton. “O que mais me cativou foi a própria história da Polyana. Acho que precisamos mesmo dessa dose de otimismo”.


Conhecido – até internacionalmente – pelo papel do tradicional muçulmano Said, em “O Clone”, de 2001, Dalton gosta do carinho dos fãs com o personagem mesmo após mais de 15 anos depois. Nessa terça-feira, dia 2, a Globo estreou sua novela “Órfãos da Terra”. A trama, que conta a história de refugiados árabes, chegou a ser comparada com “O Clone” por alguns sites, e o protagonista, Renato Góes, afirmou que deseja que as palavras e expressões árabes da trama façam tanto sucesso quanto as da novela da Gloria Perez, de 2001. Que conselho será que Dalton daria ao colega? “Eu não sei se poderia dar dicas, até porque não acompanhei o processo, se chegaram a viajar para a Síria… mas o contato com a cultura local sempre ajuda muito para incorporar as expressões, não apenas decorá-las. O Renato tem um trabalho ótimo, já sabe bastante. Quando se faz com verdade… acho que o público reconhece”, disse.


Além de “As aventuras de Polyana”, Dalton também poderá ser visto nas telonas (em dose tripla) ao longo de 2019. Ele atuou em três longas que serão lançados. O primeiro trata-se de um projeto do Afroreggae, “A divisão”, que também foi transformado em uma minissérie de dez episódios para a televisão, no canal “Multishow”. Na história, Dalton vive um candidato político que tem a filha sequestrada. “Foi um mergulho profundo, uma história intensa, exigiu bastante. Esse personagem tem uma curva dramática interessante, porque no primeiro trabalho ele está no fundo do poço, em plena campanha eleitoral, a filha é sequestrada. Já no segundo, ele está em outro momento, já tomou posse. E nada impede que haja uma terceira temporada. Não sei se meu personagem continuaria, mas se tiver podem contar comigo”, avisou.
No ano passado, Dalton filmou o longa “Kardec”. “Foi uma participação, mas eu amei. É um personagem que, coincidentemente, também é envolvido em problemas com a filha. Nesse caso, é porque a menina é médium e, na época, não se entendia isso. Quem conversava com espíritos era visto como louco. Esse meu personagem, então, procura Kardec mais como uma forma de pedir ajuda. Só que ele chega em um momento em que Kardec também precisa de ajuda. Os dois se unem para divulgar o espiritismo”, contou.

Um acontecimento especial, lá em 2016, deu ainda mais cartas para que Dalton trabalhasse esses dois personagens. Tratam-se de Davi e Arthur, seus gêmeos de quase três anos. “Eu acho que realmente só pude entender a dimensão disso depois de ser pai. Por mais que imaginemos, nunca conseguimos chegar lá, a não ser vivenciando a experiência. Ser pai me ajudou muito nos personagens que fiz, tanto em ‘A divisão’ como em ‘Kardec’, porque ambos abordavam a paternidade. Eram personagens movidos por um auxílio à filha, procurando ajuda. Sem dúvidas esses personagens terem surgido depois de eu ter sido pai me fez compreender melhor esse amor, angustia… tudo”, ressaltou.

Seu terceiro longa é a comédia “Sem pai nem mãe”. O filme foi, de acordo com Dalton, um processo divertido. “O diretor, André Klotzel, é um cara que busca a colaboração dos atores, então foi muito gostoso. Fora que o roteiro é muito legal também. Eu dei sugestões de posicionamento de câmera… de tudo”, contou. E será que esse passo já pode ser considerado um flerte com a direção? “Quem sabe, um dia, eventualmente eu acabe dirigindo? Vamos trabalhando tanto tempo na profissão que acabamos querendo contar nossas histórias da nossa forma. Por enquanto é apenas uma vontade. Talvez eu comece pelo teatro que acho que é até mais difícil. Com a câmera é mais fácil conduzir o olhar do espectador”, analisou ele, que, por enquanto, já tem o projeto de coprodução e atuação em uma peça.
Enquanto isso, Dalton vem evoluindo – até pessoalmente – com os trabalhos que faz. “Atuei em ‘Kardec‘ e comecei a ler sobre espiritismo, mas não sigo nenhuma religião específica, só tenho minha forma de fé. Acredito em reencarnação, em vir ao mundo para aprender, seguir o caminho do bem… só que nem sempre conseguimos. O mundo interfere demais e isso acaba desviando as pessoas do caminho da luz”, refletiu.

Fonte: Heloisa Tolipan


terça-feira, 12 de março de 2019

Prêmio Cocar Internet: DALTON VIGH É ELEITO O MELHOR ATOR DE 2018

Dalton é um dos grandes destaques de As Aventuras de Poliana























No ar em As Aventuras de Poliana, Dalton Vigh foi eleito o melhor ator de 2018 através de uma votação realizada pelo site O Canal entre janeiro e março deste ano.
Na votação, Dalton Vigh ficou em primeiro lugar com 62% (49.942 votos). Na segunda posição apareceu Chay Suede com 17% (13.213 votos), seguido por Edson Celulari com 10% (7.890 votos), Sérgio Guizé com 6% (4.607 votos) e Emílio Dantas com 6% (4.404 votos).


Fonte: OCanal


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Dalton Vigh: “A novela tenta ser um retrato do nosso dia a dia”

No ar em As aventuras de Poliana, o ator Dalton Vigh relembra momentos da carreira, como o sucesso do personagem Said (O clone), e analisa a importância da novela na vida dos brasileiros

Ator Dalton Vigh
2019. Crédito: Michael Willian/Divulgação. Dalton Vigh está em 'Aventuras da Poliana'
   


Há mais de 20 anos na televisão, o ator Dalton Vigh vive uma nova fase. Desde o ano passado dá vida ao misterioso Sr. Pendleton na novela infantojuvenil As aventuras de Poliana, do SBT. O folhetim foi a estreia dele no gênero, além do retorno à antiga casa 20 anos depois da estreia de Pérola negra, em que viveu o primeiro protagonista. “Está sendo uma experiência incrível. Pude reencontrar gente da outra vez que eu trabalhei no SBT, há 20 anos. Só tenho elogios a fazer”, afirma sobre a experiência.
Ao Próximo Capítulo, o carioca, de 54 anos, falou sobre a novela, que tem feito sucesso com o público, relembrou momentos da carreira, projetou os próximos trabalhos — o longa e série A divisão, que será veiculado pelo Multishow, e o filme Kardec — e ainda refletiu sobre a importância da novela para o público brasileiro. Confira!

Entrevista / Dalton Vigh

Ator Dalton Vigh
Crédito: Michael Willian/Divulgação. Dalton Vigh sobre estar numa novela juvenil: “o ritmo é muito mais desacelerado do que numa atração adulta porque a gente tem que respeitar o horário das crianças”


Qual é o personagem que mais te marcou? Dá para escolher alguns?
Tem vários que gostei muito de fazer. Tem desde o primeiro que eu fiz em novelas, o Boaventura, de Tocaia grande, passando pelo Dom Raposo, de Liberdade, liberdade, que foi fisicamente o mais exaustivo de todos, mas foi um dos que mais me deram prazer. Foi muito bacana poder ter feito esse personagem.


Ao longo da sua carreira você fez vários personagens, mas as pessoas lembram muito do Said, de O clone. Por que você acha que esse personagem ficou tão marcado?
Porque acho que para muita gente foi a primeira vez que eu apareci. Para muita gente aquele foi meu primeiro trabalho. Foi uma novela muito marcante, numa época muito marcante. Foi na época do 11 de setembro e a gente estava falando de islamismo. Acho que tudo isso acabou influenciando.


Você está no ar em As aventuras de Poliana. Como tem sido pra você estar em uma novela infantojuvenil?
A gente sempre tem que estar aberto a novas experiências. (risos). Está sendo ótimo, o ritmo é muito mais desacelerado do que numa atração adulta porque a gente tem que respeitar o horário das crianças. Então, a gente trabalha com uma frente de capítulos muito grande. Então, não é tão estressante quanto outras novelas que já fiz. E trabalhar com as crianças é ótimo, é divertido sempre. O personagem é ótimo, muito bacana de fazer. Ele tem a sua dor, uma certa dignidade. Até agora eu não sei se ele é vilão ou não. Então está sendo uma experiência incrível. Pude reencontrar gente da outra vez que eu trabalhei no SBT, há 20 anos. Só tenho elogios a fazer.


Você já fez personagens que geraram amor e ódio pelo público. Como tem sido a receptividade do Sr. Pendleton?
As pessoas têm muita curiosidade em relação a ele, qual é o mistério, por que ele é tão recluso… Algumas crianças têm um certo medinho dele. (risos) Tem essa teoria de que ele mexe com extraterrestres. Eu já fiz uma cena de alucinação que a gente brincou com isso. Cada personagem suscita um tipo de resposta do público. Tem personagens que as pessoas querem abraçar, tem outros que as pessoas querem estapear. Esse tem um certo fascínio das pessoas, uma certa curiosidade, um certo respeito.

As aventuras de Poliana é uma novela superleve e positiva. Você acha que é isso que tem conquistado o público?
Acho que sim, acho que a simplicidade dela e a leveza na abordagem. Eu acho que contribui bastante para o sucesso. E olha que foi a primeira vez numa novela que eu tive cenas discutindo a existência ou não de Deus, mesmo numa novela para os pequeninhos estamos colocando um tema tão profundo quanto esse de forma acessível para as crianças. Acho superinteressante isso. Acho audacioso das autoras.


Você acha que é um papel da novela trazer debates de temas atuais?
Acho que a novela sempre se utiliza dos assuntos que fazem parte do nosso dia. A novela tenta ser um retrato do nosso dia a dia. Para aproximar do espectador a gente trata dos temas que são pertinentes à vida de todo mundo e acho que a Poliana tem feito isso também, porque faz parte da estrutura dramatúrgica da novela. Mesmo numa novela de época o autor traz temas atuais com roupagem de época para causar essa discussão e essa reflexão. Acho que a função da novela é essa. Além do entretenimento, a gente tem que causar uma certa reflexão no espectador e acho que aí a novela fica muito mais interessante para quem assiste.


Além de As aventuras de Poliana, você está em A divisão. O que pode contar sobre esse projeto?
A gente fez em 2017. Estamos no aguardo. (risos) A gente fez um longa que vai ser desmembrado em quatro episódios e já fizemos mais quatro episódios do que seria a segunda temporada. Eu interpreto um deputado estadual que tem a filha sequestrada e é o que dá origem à Divisão de Sequestros. A partir desse sequestro eles vão estruturar toda a forma de ação da delegacia nos casos de sequestros. É um cara que está passando por uma situação difícil na vida, num momento de exposição na mídia por conta da campanha do governo. É um personagem bastante profundo, que exigiu bastante concentração na hora de fazer.


Você também estará no longa Kardec. O que pode falar dele?
Fizemos no ano passado e também é um pai que está tentando ajudar a filha. Nesse caso, ele tem uma função nobre na corte francesa e a filha dele começa a manifestar a mediunidade e naquela época ninguém sabia o que era isso. As pessoas achavam que era loucura e ele descobre a existência do Kardec e se aproxima dele na tentativa de ajudar a filha. Por meio disso ele acaba ajudando o Kardec a se envolver no espiritismo.


A gente sempre vê que os atores falando da vontade de retornar ao teatro. Para você, o que faz os atores quererem sempre essa volta aos palcos?
Acho que é porque você conta uma história do começo até o fim. A gente está sempre gravando pedaços. No teatro, a gente tem oportunidade de fazer intensamente e seguir toda a linha narrativa da história de forma linear, com começo, meio e fim. Na televisão e no cinema toda a nossa interpretação é fragmentada. Acho que também é isso. A energia que as pessoas passam é contagiante e viciante de uma certa forma e acaba fazendo parte do espetáculo.



Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Sucesso em As Aventuras de Poliana, Dalton Vigh participa de live

Dalton Vigh foi o convidado desta quinta (24) do Instagram de As Aventuras de Poliana para um bate papo ao vivo. O ator respondeu perguntas dos internautas e brincou sobre a possibilidade do Sr. Pendleton transformar a robô SARA em humana para ficarem juntos no final.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Galã na TV e no cinema: Dalton Vigh está com tudo

O ator Dalton Vigh que está no ar na novela 'As Aventuras de Poliana', interpretando Otto Pendleton, poderá ser visto esse ano também nos filmes 'Kardec' e 'A Divisão'. No longa que conta a vida de Alan Kardec, ele será o Sr. Dufaux, um homem da nobreza e que acaba ajudando Kardec em algumas situações difíceis. Já em 'A Divisão', que será transformado em série e tem duas temporadas garantidas no Multishow, ele dá vida ao deputado estadual Venâncio Couto, que almeja ser governador e tem a filha sequestrada, conflito principal da trama.

 Fonte: Leo Dias/O Dia

sábado, 5 de janeiro de 2019

Famoso Said de 'O clone', Dalton Vigh volta ao SBT após hiato de 20 anos

 Ator comemora a chance de atuar com crianças na novela 'As aventuras de Poliana'. Ele também integra o elenco de três filmes que estrearão em 2019.

 
Dalton e seu companheiro de cena, Allure (em As Aventuras de Poliana, Bob)




















É quase imediata a associação entre Dalton Vigh e Said, o árabe de O clone. Lá se vão quase 18 anos que a novela de Glória Perez foi ao ar, abordando a cultura muçulmana e a clonagem humana. Porém, até hoje o ator não só é lembrado, como chamado de Said nas ruas. “Acontece bastante (risos). Também recebo muitas mensagens e até cartas de outros países por conta desse personagem”, revela.


Desde maio, Dalton Vigh está no ar em As aventuras de Poliana, novela do SBT/Alterosa. Ele faz o papel de Otto Pendleton, homem sério e misterioso que mora na vizinhança de Luísa (Thaís Melchior) e Poliana (Sophia Valverde). A trama de Iris Abravanel marca a volta do ator à emissora de Silvio Santos, depois de 20 anos. Em 1998, o carioca protagonizou Pérola negra, ao lado de Patrícia de Sabrit.

Dalton, de 54 anos, comemora o retorno à emissora. Revela que vários fatores pesaram nessa escolha, como o fato de trabalhar em São Paulo, onde mora com a família, e o envolvimento com a história de Pendleton. “É um personagem interessante, um antagonista que vai se regenerando no decorrer da novela. Também considerei trabalhar em uma produção voltada para o público infantil, pois, daqui a algum tempo, meus filhos (os gêmeos David e Arthur, de 2 anos e meio) vão poder assistir, já que a maioria das coisas que fiz são impróprias para menores de 12 anos. É muito bacana fazer um trabalho que eles poderão acompanhar daqui a dois ou três anos, seja em reprises ou algo assim.”


Vigh não chegou a ler o livro de Eleanor H. Porter que inspirou o folhetim do SBT/Alterosa, mas conhece a adaptação para quadrinhos lançada na década de 1950. “A construção (do personagem) foi com base no que me lembrava do que li nos quadrinhos junto da sinopse do personagem da novela”, diz.

O ator contracena com muitas crianças e adolescentes. Gostou dessa experiência. “Eles garantem frescor e alto-astral não só para as cenas, mas para os bastidores. Além disso, são superprofissionais”, frisa.

Dalton Vigh tem experimentado outras novidades em As aventuras de Poliana. Uma delas é abordar assuntos complexos de maneira mais leve. “Apesar de ser uma novela infantil, foi a primeira vez que fiz cenas discutindo a existência de Deus. Estou achando interessante a forma como temas profundos são tratados com leveza e explicados para esse público. É um tipo de questionamento interessante”, ressalta.

FENÔMENO


Desde a estreia, em maio, As aventuras de Poliana é um fenômeno de audiência na TV e na internet. Dalton diz que é praticamente impossível saber ao certo por que motivo uma trama funciona. Ele frisa que não existe receita para o sucesso.

No caso de Poliana, o ator ressalta o fato de a história já ser conhecida. “Além disso, ela fala do otimismo, de você não se deixar vencer pelas intempéries da vida, problemas e tragédias que acontecem. Há também a simplicidade e a leveza da abordagem”, analisa.

Além de Poliana, que deve ficar no ar até o fim de 2019, o novo ano reserva vários projetos para o ator, principalmente no cinema. Entre eles estão a segunda parte de Nada a perder, trilogia sobre a trajetória do bispo Edir Macedo, o longa Kardec e o filme policial A divisão, que será transformado em série e tem duas temporadas garantidas no Multishow.

“O que mais gosto na minha profissão é a possibilidade de você se colocar no lugar do outro, viver outras vidas. Experimentar coisas que não vivenciaria em uma encarnação”, diz.

Entre os personagens de destaque de sua carreira, ele cita Venturinha, em Tocaia grande (1995), na Manchete (seu primeiro papel na televisão); e os vilões Clóvis, em O profeta (2006), e Ferraço, em Duas caras (2007), na Globo. Lembra também seu último papel na emissora carioca: Raposo, em Liberdade, Liberdade (2016), série sobre Joaquina, a filha de Tiradentes.


Cria do cinema


Desde criança, Dalton Vigh sonhava ser ator. Porém, ele começou relativamente tarde no ofício. O carioca morava em São Paulo e acabou optando pelo curso de publicidade, pois achava que dessa forma poderia manter contato com as artes, já que sempre gostou de desenhar. “Fui muito influenciado pelo cinema, ia sempre que podia. Muitas vezes, quando gostava bastante de um filme, assistia à sessão seguinte. Na minha infância, incorporava nas brincadeiras filmes que via. Porém, achava que ser ator estava distante da minha realidade”, conta. Depois de formado, Dalton constatou que a publicidade não era o que queria. “Aí fui fazer teatro para eliminar a dúvida. Começaram a surgir trabalhos de comerciais, peças e novelas. Estamos aí até hoje”, diz o ator.



TRAJETÓRIATELEVISÃO

» 1995 – Tocaia grande
» 1996 – Xica da Silva
» 1997 – Os ossos do barão
» 1998 –  Pérola negra
» 1999 – Andando nas nuvens
» 2001 – O clone
» 2003 – A casa das sete mulheres
» 2004 – Malhação
» 2005 – Começar de novo
» 2006 – O profeta
» 2007 – Duas caras
» 2009 – Negócio da China
» 2009 – Cinquentinha
» 2010 – S.O.S. Emergência
» 2011 – Fina estampa
» 2012 – Salve Jorge
» 2015 – I love Paraisópolis
» 2016 – Liberdade, Liberdade
» 2018 – As aventuras de Poliana

CINEMA
» 1995 – O porão

» 1999 – Por trás do pano
» 2004 – Vida de menina
» 2005 – Mais uma vez amor
» 2006 – Mulheres do Brasil
» 2011 – Corpos celestes
» 2014 – Jogo da memória
» 2016 – Meu amigo hindu
» 2017 – A comédia divina
» 2018 – Nada a perder



Fonte: Uai